Triangle.gif (4587 bytes) CARNAVAL, NEM PENSAR! CARNAVAL, NEM PENSAR!

A palavra "carnaval" deriva do latim carnevale e significa algo próximo de "tirar o uso da carne", face o carnaval ser comemorado propriamente no dia antes da quarta-feira de cinzas. No Brasil, com excessão da Bahia que costuma estender suas festas, o carnaval começa a ser comemorado no último sábado antes da quaresma.

Os autores, mesmo os seculares, concordam em atribuir a origem do carnaval às festas dionisíacas da Grécia Antiga e às bacanais romanas, ambas de caráter orgiástico. No Brasil a festa é o produto do sincretismo da cultura africana trazida pelos escravos com a festa do entrudo importada pelos colonizadores portugueses. O entrudo chegou ao Brasil no século XVII e persistiu durante o período colonial e da monarquia. Caracterizava-se por brincadeiras um tanto violentas, onde as pessoas atiravam umas às outras água, pó de cerragem, cal, e tudo o que tivessem às mãos. Mais tarde este costume evoluiu e surgiram os confetes, as serpentinas e o lança-perfume.

Só por este resumo das origens desta festa já poderíamos concluir que o carnaval não é negócio para servos de Cristo. Por outro lado, podemos observar ainda aspectos mais contemporâneos da festa em nosso país, principalmente na exploração do sexo pervertido, da lascívia, das bebidas e de todo tipo de práticas reputadas como ilícitas pela Palavra de Deus.

Para termos idéia da mentalidade que predomina no Carnaval, um jornal do nosso Estado publicou uma matéria recentemente descrevendo os esforços de modelos, atrizes e moças que pretendem a todo custo galgar popularidade e fortuna, para se destacarem nos desfiles das escolas de samba. Há uma jovem de vinte e poucos anos que teve a pachorra de extrair um par de costelas, fazer lipoaspiração de gordura, implantar silicone nos seios e operar o nariz, no afã de se adequar à festa!

Se você deseja um texto bíblico onde poderá encontrar diversas razões para não participar do Carnaval, sugiro Colossenses 3:1-17. Aprendemos ali que as coisas que caracterizam esta festa carnal são ultrapassadas para nós (vs. 7) e que agora nos cabe buscar, pensar, viver as coisas de cima (vs. 2).

Paulo Rogério Petrizi