LIÇÃO  3 -  O ESPÍRITO SANTO, AUTOR E REALIZADOR DE MISSÕES   

 

            Na lição anterior vimos como o Evangelho de Lucas nos apresenta o ministério de Jesus como um modelo para missões.  Nesta lição queremos continuar estudando um livro de Lucas, só que sua segunda obra - Atos dos Apóstolos.  Em Atos temos o foco centralizado no ministério de Jesus ressurreto, atuando por meio do Espírito Santo na Igreja.  No final do primeiro volume (Evangelho), Jesus exortou seus discípulos a que esperassem pelo poder do alto, o poder do Espírito Santo.  No início do segundo, eles o receberam, e a expansão missionária da Igreja começa.

            Não podemos subestimar a necessidade do poder do Espírito Santo na realização de Missões.  É uma experiência animadora ver homens e mulheres responderem ao mandamento de testemunhar com oração e, revestidos do poder do alto, pregarem o Evangelho porque tiveram um encontro inesquecível com o Senhor.  Mesmo não entendendo perfeitamente a grande comissão, pregam com convicção e resultados, pois, quando o Espírito se apodera deles, há um impulso irresistível de testemunhar.

 

I.  O ESPÍRITO SANTO COMO AUTOR E REALIZADOR DE MISSÕES

 

            O pré-requisito para o cumprimento da tarefa missionária é o poder do Espírito Santo (At 1:8).  Precisamos de um poder sobrenatural para lutar contra um inimigo sobrenatural.  Com a vinda do Espírito, a Igreja compreendeu as palavras de Jesus:  “em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (Jo 14:12).  No discurso que contém esse versículo, o Espírito Santo é central (Jo 14:16), e os discípulos devem esperá-lo.

            Ele não é apenas o autor, mas também o realizador de missões.  Com sua vinda sobre os primeiros discípulos houve o sinal sobrenatural de “línguas”, que indicava claramente que o Evangelho deveria ser pregado a todas as raças e nações.  Podemos dizer que o Espírito garante o sucesso missionário no mundo.

 

II.  O ESPÍRITO SANTO COMO PROMOTOR DE MISSÕES

 

            O Espírito Santo está por trás de todos os acontecimentos em Atos.  Ele é quem atuava quando:

*  a Igreja se iniciou com 3.000 e depois 5.000 convertidos (2:41, 4:4);

*  Pedro e os outros discípulos testemunharam ousadamente frente à perseguição (3:11-26);

*  Os primeiros seguidores venceram o egoísmo e deram liberalmente à obra do Senhor (4:32-37);

*  morreu o primeiro mártir, mostrando vitória gloriosa sobre a perseguição (6:8-7:60);

*  o Evangelho da salvação alcançou o primeiro lar gentio (11:12);

*  a mensagem de perdão espalhou-se pela Etiópia e África (8:27-29);

*  as Igrejas na Judéia, Galiléia e Samaria vieram a se estabelecer firmemente (9:31);

*  a maravilhosa Igreja missionária de Antioquia começou a prosperar em preparação para seu envio de missionários (11:22-26);

*  o amor mútuo das primeiras comunidades cristãs manifestou-se através da coleta incentivada pelo profeta de Ágabo (11:28-29);

*  a Igreja de Antioquia lançou seu programa missionário (13:2);

*  Paulo venceu seu primeiro inimigo, Elimas, em Chipre (13:9);

*  os apóstolos alegraram-se na preseguição em Antioquia da Psídia (13:50-52);

*  os apóstolos reconheceram a obra entre os gentios e pronunciaram liberdade da lei para os cristãos gentios (15:28);

*  Paulo foi impedido de continuar na Ásia, sendo dirigido à Europa; um marco missionário significante (16:6-10);

*  os líderes foram escolhidos para tomar conta da Igreja local em Éfeso (20:28).

 

            Assim, o Espírito Santo acompanhava todos os passos decisivos na expansão missionária da Igreja.

 

III.  O ESPÍRITO SANTO COMO O  PODER PARA MISSÕES

 

            O Espírito Santo foi derramado apenas quatro vezes em Atos.  Cada uma das conquistas na expansão missionária foi acompanhada por sinais milagrosos.  A primeira vez foi a vinda do Espírito no Pentecoste (2:1-13);  a segunda, quando o Evangelho alcançou a Samaria, a primeira cidade não judia (8:14-17);  a terceira, quando Pedro pregou à primeira família gentia, a de Cornélio, em Cesaréia (10:44-45) e, finalmente, a quarta, quando Paulo conseguiu demonstrar a diferença entre o Evangelho de Jesus e a pregação de João Batista (19:1-6).  Todas as vezes o próprio Espírito Santo marcou, milagrosamente, a introdução de uma nova fase na tarefa missionária a nós confiada.

            O resultado destes despertamentos, onde o Espírito é derramado sobre as pessoas, é fruto permanente.  Os 3.000 convertidos da pregação de Pedro perseveravam (2:42, veja 11:24)!

 

IV.  O ESPÍRITO SANTO COMO ESTRATEGISTA DE MISSÕES

 

            Em Atos 1:8 encontramos uma estratégia geral que, de fato corresponde ao desdobramento da expansão missionária da Igreja.  Anote quais as estratégias adotadas pela Igreja dos apóstolos, sob a orientação do Espírito, no cumprimento da grande comissão (estas informações serão apresentadas pelo professor na sala de aula).

 

1a. estratégia: 

2a. estratégia: 

3a. estratégia:

 

 

Bibliografia:

CARRIKER,  C. Timóteo.  Missões na Bíblia - Princípios Gerais.   Ed. Vida Nova.

 

Paulo Rogério Petrizi